PSICOLOGIA CLÍNICA, PSICOTERAPIA E O ESTUDANTE DE PSICOLOGIA

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O objetivo do artigo é revisar a bibliografia sobre o estudante de Psicologia e seus interesses pela Psicologia Clínica e pela Psicoterapia, e avaliar quais as condições em que ocorre a sua formação como Psicoterapeuta.

Alguns autores questionam o interesse dos inciantes no curso de Psicologia e os já formados pela área Clinica. Segundo Carvalho e Kavano (1982, p. 11 apud MEIRA; NUNES, 2005, p. 339) “o que fascina os psicólogos na área clínica é a possibilidade de penetrarem no outro, conhecê-lo, estabelecendo com ele um certo tipo de relação”.

De acordo com a pesquisa Redesenhando a Psicologia, por Silva (1998 apud MEIRA; NUNES, 2005) foi verificado que os calouros do curso de Psicologia entendem a área como Psicologia Clinica, de maneira elitista e individualista; apontando ter interesse na área por possibilitar ajudar os demais e ter a curiosidade em conhecer melhor o ser humano. Colocando o psicólogo como aquele que possuidor de soluções para todos os problemas.

Esta visão fragmentada da Psicologia ocorre desde muito tempo, “pesquisas revelam que a concepção de Psicologia voltada à clínica decorre do fato de esta atuação ter uma identificação maior pela sociedade” (MEIRA; NUNES, 2005, p. 340).

Neto (2004, apud MEIRA; NUNES, 2005) aponta que, ao analisar os motivos da escolha do curso, foi possível perceber a clinica uma das preferências, pelo fato de existir uma identificação da Psicologia com a clinica.

 Vale frisar que, o interesse pela Psicologia Clinica na Psicologia é, em parte, influenciado pelo docente, onde possibilita incentivo direto no encaminhamento do seu aluno. Dessa forma, ser Psicoterapeuta é algo de extrema responsabilidade. “Ajudar alguém a se ver, a se conhecer, a tomar posse de si mesmo é algo que, sem uma profunda humildade, dificilmente poderá acontecer” (MEIRA; NUNES, 2005, p. 342). Portanto:

  “A responsabilidade e a complexidade da tarefa de responder terapeuticamente ao pedido de ajuda de outro ser humano justificam a necessidade de maior consciência do futuro profissional sobre a concepção a respeito do que é ser psicoterapeuta e sua implicação de ordem prática na qualidade da sua formação profissional” (FALEIROS, 2004 apud MEIRA; NUNES, 2005, p. 342).

FONTE:

MEIRA, Cláudia Hyala Mansilha Grupe. NUNES, Maria Lúcia Tiellet. Psicologia Clínica, psicoterapia e o estudante de psicologia. Paidéia, Ribeirão Preto. , v.15, n.32, 2005, p.339-343. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-863X2005000300003&gt;.

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